Básico
| Exercício | Séries | Reps | Descanso |
|---|---|---|---|
| Remada australiana | 3 | 6 | 1 min |
| Flexão de braços | 3 | 8 | 1 min |
Para desbloquear o próximo nível em uma única série
- 10 Remada australiana
Você não chega à primeira barra fixa tentando barras. Chega construindo a força de puxada que ainda não tem. Este programa usa remadas australianas e flexões durante dois níveis, e a barra de verdade só aparece no terceiro. Oito semanas estimadas, quatro níveis.
Só o exercício de puxada trava o nível: a remada australiana nos dois primeiros e a barra fixa completa nos dois últimos. As flexões acompanham para equilibrar o empurrar, mas nunca bloqueiam a passagem. E a marca é sempre em uma única série.
| Exercício | Séries | Reps | Descanso |
|---|---|---|---|
| Remada australiana | 3 | 6 | 1 min |
| Flexão de braços | 3 | 8 | 1 min |
| Exercício | Séries | Reps | Descanso |
|---|---|---|---|
| Remada australiana | 4 | 8 | 1 min |
| Flexão de braços | 3 | 12 | 1 min |
| Exercício | Séries | Reps | Descanso |
|---|---|---|---|
| Barra fixa | 4 | 1 | 2 min |
| Remada australiana | 3 | 10 | 1 min |
| Flexão de braços | 3 | 12 | 1 min |
| Exercício | Séries | Reps | Descanso |
|---|---|---|---|
| Barra fixa | 4 | 2 | 2 min |
| Remada australiana | 3 | 12 | 1 min |
| Flexão de braços | 3 | 15 | 1 min |
Os quatro níveis estão aqui, nesta página. Dentro do app, do segundo em diante fazem parte do Tatakae Pro.
É o erro que deixa a maioria anos longe da primeira. Pendurar na barra, puxar, não subir, repetir. Como nenhuma repetição se completa, não existe volume de treino, e sem volume não existe adaptação: treina-se a falha, que não treina nada.
A saída é treinar o mesmo padrão com menos carga até que a carga completa seja possível. É isso que é a remada australiana: a mesma puxada, com os pés no chão levando parte do peso. Ali as séries se completam de verdade, e ali a força aparece.
Por isso a barra de verdade só entra no terceiro nível, e só depois que você conseguir quinze remadas australianas em uma série. Quando ela chega, a barra já não é um muro.
Remada australiana. Barra na altura do quadril ou um pouco mais baixa. Corpo reto dos ombros aos calcanhares, glúteo firme, e você puxa levando o peito até a barra, não o queixo. Os cotovelos vão para trás, junto ao corpo. Desça controlando até estender os braços por completo: metade do ganho está nessa descida.
Para regular a dificuldade, mude o ângulo do corpo. Quanto mais vertical, mais fácil; quanto mais horizontal, mais peso. Se o nível Básico ficar fácil ou pesado demais, mexa nos pés antes de mexer nas repetições.
Flexão de braços. Estão ali para o empurrar não ficar para trás enquanto as costas crescem. Cotovelos a uns 45 graus, corpo em linha, peito a um punho do chão. Não travam o nível, então um dia em que as doze não saem não custa nada.
Agora a sessão abre com 4 séries de 1 barra fixa. Parece pouco e é de propósito: são tentativas de máxima qualidade com dois minutos de descanso entre elas, não uma série até a falha.
Enquanto a repetição completa não sai, essas quatro séries viram negativas: você sobe com um salto ou com uma cadeira até em cima, queixo acima da barra, e desce o mais devagar que conseguir, mirando três ou quatro segundos. A fase de descida é a que constrói força quando você ainda não consegue subir.
No dia em que uma inteira sobe, o nível é superado. Uma. É para isso que existe o programa inteiro.
Para as remadas australianas, celular de lado e a pouca altura, com a barra e o corpo inteiro dentro do quadro. Para as barras fixas, de lado também, mas confira se a cabeça não sai por cima na parte alta do movimento: é o erro de enquadramento mais comum e faz perder repetições boas.
Um fundo limpo ajuda, e na praça vale esperar que ninguém passe atrás da barra enquanto você conta uma série.
Duas barras seguidas encerram este programa e começam o próximo problema, que é de volume: sair de duas para dez. Esse salto já não é de força máxima e sim de resistência, e se treina com mais séries de poucas repetições, igual às flexões.
Mas isso é depois. Primeiro, uma.
A estimativa é de oito semanas treinando três vezes por semana, mas depende muito do ponto de partida e do peso corporal. Quem chega fazendo dez remadas australianas limpas avança bem mais rápido do que quem ainda não consegue se pendurar. O programa avança por marca, não por data.
É uma puxada horizontal: você se pendura numa barra baixa com o corpo inclinado e os pés no chão, e leva o peito até a barra. Quanto mais horizontal o corpo, mais peso você levanta. É a progressão que mais transfere para a barra completa, porque treina o mesmo padrão com menos carga.
Ajuda, mas tem um problema: o elástico assiste bem embaixo, que é justamente onde você está mais fraco, e quase não assiste em cima. As remadas australianas distribuem melhor o esforço e não precisam de material extra. Este programa segue por esse caminho.
Para as remadas australianas serve uma mesa firme: você deita embaixo, segura a borda e puxa. Do nível Alto em diante a barra é necessária, porque é ali que entra a barra fixa completa. Uma barra de praça funciona tão bem quanto uma de porta.
Três sessões por semana em dias alternados. As costas e os bíceps precisam de recuperação entre as sessões, e neste programa a qualidade de cada série importa mais que o total: uma remada com o peito chegando na barra vale por três pela metade.
Equilíbrio. Treinar só puxada por oito semanas desalinha o ombro, e o trabalho de empurrar sustenta a saúde da articulação. Por isso as flexões estão nos quatro níveis mas nunca travam a passagem: não são o objetivo, são o contrapeso.